quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A busca pelos prazeres breves
No hambúrguer suculento
Suas gorduras e açúcares.
No sexo tabu e melequento
Em sua abundância de fluidos.

A honestidade é sempre primal.

Entre a infinitas canções de perda
derrota
abandono
E medo.

Os saborosos paliativos mascaram
A caminhada dos (des)amores contínuos
E o fetiche da felicidade perene.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Eterno Retorno

O meu coração é um filho prodigo
Ele chega bêbado das aventuras embriagadas
Com a cara inchada e braços vazios.

Meu coração é um filho pródigo
Que retorna exausto e devastado
Depois de suas odisséias
[selvagens]

Meu coração é um agricultor faminto
Semeando uma terra infértil
Na estação errada.


domingo, 8 de novembro de 2015

Resquícios



Faltam palavras,
sobram desculpas,
sentimentos esgotados,
gritos contidos.


Falta paciência,
pra tantas fugas,
esquivas, deslizes.
Falta vida
Sobram rugas.


Os pretextos se alongam demais
As palavras destoam.
Não há perdão, capataz.


A prisão se revela á céu-aberto.
Os inimigos se revelam tão perto.
A rebelião não poupará incrédulos.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Quando eu mais preciso você some.
É como um demônio sem nome
que eu tento, em vão, invocar.

Nas reticências eternas
Monstros em enormes cavernas
que desistimos de matar.

sábado, 14 de maio de 2011


Amor de copos vazios,
de palavras não ditas.
De camas vazias
e coração cheio.