Num dia de escuridão
Um distante conhecido se torna amigo
Um amor compartilhado e há muito perdido
É parte do elo, e mesmo longínquos,
nos estendemos as mãos.
Nas visualizações inconfessáveis
Nas frustrações silenciadas
Nos ódios assemelhados
Do real que não nós cabe.
O eterno Olhar o Outro
O intenso dolorir a si
O morrer a cada dia.
Converso com um cadáver
Enquanto meus pedaços
Caem pelo caminho.
Morrer a cada dia.
(Viver morrendo aos poucos)
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