domingo, 23 de agosto de 2020

dead (wo)man walking

Num dia de escuridão


Um distante conhecido se torna amigo

Um amor compartilhado e há muito perdido

É parte do elo, e mesmo longínquos,

nos estendemos as mãos.


Nas visualizações inconfessáveis

Nas frustrações silenciadas

Nos ódios assemelhados

Do real que não nós cabe.



O eterno  Olhar o Outro

O intenso dolorir a si

O morrer a cada dia. 



Converso com um cadáver

Enquanto meus pedaços 

Caem pelo caminho.


Morrer a cada dia. 

(Viver morrendo aos poucos)
.
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