terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Nosso estranho amor", vitrola e lua minguante

Hoje quero só ser brisa, leve, suave, alvorecer. Todas as mentiras são sinceras e todos os amores são eternos.

Hoje podemos dormir abraçados, pode me dizer coisas clichê, vou rir. Vou gargalhar.
Hoje não ligo pros vizinhos. Abre a janela, acende um cigarro. Bota o Caetano pra rasgar nosso silêncio confortável. Toca minha música.

Some um pouco, pra ver se sinto sua falta. Falta de te irritar, de te saber.

"Me adoce. Até eu confessar."
Te mandar embora de manhã?
Vou pensar no seu caso.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Antes era época de desmantelar sonhos, de seguir reto, não ligar. Ouvir Radiohead às 6 da manhã fumando um cigarro e curtindo a neblina. Querendo respirar fumaça,não você.

E me partia entre ser eu ou Mulher de lata, gauche na vida.

"Ausência de sentimento não é maldade"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

ciclos

“Sempre chega a hora de arrumar o armário”. De se despir dos delírios. De jogar bilhetes (azuis ou não com seus garranchos), coelhinhos e bilhetes de cinema no lixo. Junto com algumas lembranças. Queimei sua camisa, me tornei cética, idolatrei o cinismo. A lua mudou tanto. Os amargos se espalham pelas papilas, as marcas de cigarro mudam.

Agora não me pergunto mais o sentido das coisas, muito menos dessa forma esdrúxula a que nomeamos vida. Caminho duas vezes por semana, não como frituras, e tomo meu Lexotan todas as noites. “A entorpêcencia é uma benção.”

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"heart shaped box"

Ensaio, rock′n′roll, xiboca... Vodka, chocolate e provocações. Anos de tesão reprimidos em respeito a namoros e á amizade em si.

Enquanto ele tomava banho ela assistia um desenho da Disney. Cansa de esperar e deita. Ele aparece, cabelos longos encharcando as costas. Nunca o tinha visto sem camisa. Infelizmente.

Nenhum dos dois disfarça mais. Pra quê? As onomatopéias do desenho abafando gemidos, ranger da cama, palavras sussurradas... Ele parece ignorar as pessoas na sala. Ele parece ignorar...

Violão e cigarros na calçada. Somos amigos, afinal. ♪

domingo, 2 de maio de 2010

Ah, e o que é mais uma noite sem dormir? Lá vem você desnudar tudo em mim, com se estivesse vestida de branco, embora só me veja em tons sombrios de carmim. Da dureza lapidada da sinceridade. Das nossas novas-velhas-esperanças-ilusões-vãs.  “Everyone knows I’m in over my head” Menos quem está sempre alheio a tudo isso. Doces, celulares, hotéis, a vista da torre. O que falta mesmo é seu calor na minha cama. E seus resmungos de manhã.