segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Cada manhã é um vicio." Cada abrir de olhos, cada banho morno,cada praga, cada conversa pseudo-filosófica (talvez bem mais do que gostaríamos)...


Cada lapso, cada rouquidão, cada silêncio, cada grito.


Da sabotagem à busca infundada e definhante por uma suposta  redenção dos pecados que me deliciei em cometer.


Tudo faz parte do meu vício.
Te contar?
Não revelei nem pra mim mesma...


"I do lots of good - surprised at what you would
Don't call me no crud - I really think I'm good
Yeah you think you're something but you're no good for me"






"In the end everyone ends up alone"







sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

"You don't mean it but it hurts like Hell"



Docilidade é pra cachorros.





Cruel?
Ah,quer que eu perca minha maior qualidade?








"você me disse que meu olho é duro como faca
acho que é sim, viu?"

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

De penas e farpas

Confusão mental. Calor. Silêncio. Minha maior proximidade do paraíso. Tão melancólico meu céu. Dessa tristeza antecipada pelo que já foi. Pelos absurdos e pelos belos erros desse cotidiano. Pedidos, desculpas mal elaboradas, rinite(?). Delicado canibalismo. Dados viciados, jogatina, inenarráveis apostas.

Meu anjo de asa quebrada. Nem percebi que estava partido. Não sabia quê não voava, que as cores vibrantes eram da máscara.

Queria ser peão de madeira, carrinho de pilha, soldado de chumbo. Queria ser uno, ser todo. E eu querendo ser asa. Sem mal saber voar. Mas já em queda livre.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Christmas eve.. Hateful

Calo Billie Holliday e visto um casaco. Acho aquele último cigarro já pensando em como vou te contar que fumei. Queria fumar lá fora. Na escuridão. Minha tristeza é sal e fumaça. O vinho nacional barato fazendo efeito. Não sei, bêbada sou mais realista. Não, o álcool é minha desculpa pra encarar. Escuridão eu, escuridão noite, escuridão Black. Trago de novo. Sei que faço disto um paliativo, mas não ameniza as dores nem esvaece lembranças. Mais como um Ayahuasca,que me obriga a lidar com verdades.


Penso no teu pai (imagino um cachimbo e uma cuia), no meu irmão.
Vejo um anjo de três faces: irmão, você e a oculta. Talvez a mistura do sublime das anteriores.

Sopro pela janela. "Porra, amanhã vou ter que lavar essas toalhas de novo.". Toalhas não-minhas, casa não-minha, onde nem posso ter a dor respeitável das noites insones. Do cansaço mudo. Lembro do olhar que não desvia do meu mesmo quando este teima em se inundar.


Eu já sei as respostas, ou me engano que sei. Apago a guimba. Sal seco na cara. Quando for visitar sua tia, já pensou no que vai dizer? Fecho tudo, sem luz. Sinto a madrugada estéril. Eu que a faço assim.


Precisava doutro cigarro...

"Cursing the  naked sky
you should be here tonight"


sábado, 19 de dezembro de 2009

Do estado (quase) letárgico






Hoje eu simplesmente não estou  fim. Nem de levantar, comer, ligar para amigos, ficar  ocupada no messenger ouvindo Johnny Cash,nem de ler os outros solitários nessa busca cega por uma felicidade doce como aquele pudim que se come quando criança num domingo á tarde.

Mas faço. Cumpro, do meu jeito mal-cumprido, pseudo anárquico, essas banalidades que "esperam" de mim. Do papel que represento. Nossa, tomar um analgésico e dormir o dia inteiro... Acordar ás 3,ler duas páginas de Nietzsche, me desesperançar um pouco mais e vagar, zumbizar, deixar a TV ligada sem som, o brilho débil da tela iluminando minha solidão, minha falta.

Ignorar tudo que acontece, sobreviver a base de miojo e Coca, não desperdiçar nenhum minuto do meu sofrimento, não minimizar minha dor, não dar sorriso pra ninguém, nem julgá-los dignos do meu "foda-se".

Que vão para o quinto dos infernos os vestidos amarelos, as caminhadas no parque, músicas natalinas e a paz na terra!

Hoje não estou a fim.




Não ouse pensar que é por você, soberbo.