Penso no teu pai (imagino um cachimbo e uma cuia), no meu irmão.
Vejo um anjo de três faces: irmão, você e a oculta. Talvez a mistura do sublime das anteriores.
Sopro pela janela. "Porra, amanhã vou ter que lavar essas toalhas de novo.". Toalhas não-minhas, casa não-minha, onde nem posso ter a dor respeitável das noites insones. Do cansaço mudo. Lembro do olhar que não desvia do meu mesmo quando este teima em se inundar.
Eu já sei as respostas, ou me engano que sei. Apago a guimba. Sal seco na cara. Quando for visitar sua tia, já pensou no que vai dizer? Fecho tudo, sem luz. Sinto a madrugada estéril. Eu que a faço assim.
Precisava doutro cigarro...
"Cursing the naked sky
you should be here tonight"
